Arquivos

04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
07/08/2005 a 13/08/2005
15/05/2005 a 21/05/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
20/03/2005 a 26/03/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
09/01/2005 a 15/01/2005

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis





O que é isto?

O Blog do Arquivista
 


REFLEXÕES DE UMA CAMINHADA SABÁTICA

Sábado, dor de cabeça mortal, tédio, aflição, angústia. Decisão: pegar o ônibus e sair, dar uma volta. Primeira parada: Museu Histórico Nacional. Comprar uma caneca e um livro. Não necessariamente nessa ordem. Acidente. Van capotou. Parece que há feridos. Bem fiz eu que saí de ônibus. Acidente sério. Mulher ferida na pista.

            Próximo destino: Ipanema. Sim! Mas se era Ipanema, por que peguei o ônibus que vai pro Leblon? Mais especificamente pro final do Leblon! Sei lá. Maluquice, loucura, vontade de andar.

            Mc Dia Feliz. Dia de comprar Big Mac. Comprei. E ando, e olho e vejo as pessoas. Será que me vêem? Será que me olham? Sei lá!

            Blusa da menina bonita: “Who do you love?”. Boa pergunta, mas de resposta simples e fácil: normalmente, as pessoas erradas. Sigo meu caminho até a livraria. Livros. Livros! LIVROS! Cheiro de papel impresso! Cheiro de saber, de curiosidade, de novos mundos e possibilidades a explorar. Ops! Não achei o livro que eu procuro! Mas como assim, se eu liguei pra cá e vocês disseram que tinha? Um, dois, vários vendedores e eu procurando o livro. O trato: quem achar primeiro grita e sai correndo. O vendedor achou mas não cumpriu sua palavra...

            E continuo a caminhada, mas a blusa da menina (ou a menina da blusa?) não me sai da cabeça: “Who do I love?”.

            O pastor do pastor. Hehe... Quer dizer, na verdade, o labrador do pastor Mozart, com o próprio, um pastor “cachorreiro”, numa farmácia. Perco o amigo, mas não a piada: “Como diriam os crentes, o senhor é o meu pastor!”. Risos, abraços, afeto. Talvez ele saiba quem ele ama. Talvez ele ame. Seguramente ele ama. Somente ao sabê-lo proprietário de um cachorro encantador como aquele é que entendo a sua frase dita com alguma freqüência: “Quem não gosta de cachorro nem de poesia não pode entrar no céu”. Bem, se for usado esse critério, acho que tem vaga pra mim.

            Ônibus, volta pra casa, celular toca, pode ser combinado algo bom. De volta à casa descubro que o programa é ficar em casa. Talvez em memória de minha avó, que sempre dizia que “boa romaria faz quem em casa fica”.

            Banalidades. Um punhado delas. Talvez de banalidades seja feita a vida. Como a pergunta da blusa da menina. Durmo feliz, pensando nisso.



Escrito por L'Archiviste às 19h09 [] [envie esta mensagem]